sábado, 6 de setembro de 2014

A PARÁBOLA DO SEMEADOR

              Essa parábola mostra quatro tipos de reações ao que Deus está falando. Precisamos compreendê-la e ver qual é a reação que estamos tendo ao que Deus está nos dizendo (Mt 13:1-9).
        O primeiro tipo de solo onde a semente é semeada corresponde às pessoas que são duras de coração (Mt 13:18-19; Is 66:2b,4b). Esses não compreendem e não aceitam a mensagem de Jesus porque ouvem com má vontade, não se abrem para o que o Senhor está dizendo (Mt 13:14-15). Por isso o diabo faz com que eles continuem cegos e endurecidos, roubando-lhes a mensagem que foi pregada, ou seja, fazendo-os jogar para o fundo da memória ou até mesmo descartá-la totalmente com se fosse algo inútil (MT 13:19). Quanto mais a pessoa ouve e rejeita a mensagem de Deus, mais endurecida(fechada) ela fica, por isso os corações mais duros do mundo estão dentro das igrejas, porque nelas é que se encontram a maioria das pessoas que está tão acostumadas a ouvir a mensagem e ignorá-la, que elas vão ficando cada vez mais insensíveis à voz de Deus.
            O segundo tipo de solo corresponde às pessoas superficiais (Mt 13:20-21). Essas são as que começam bem, mas não tem perseverança para seguir no caminho estreito que leva para o Céu (Mt 13:20). O caminho com Cristo tem lutas, dificuldades, perseguições, tentações, provações, dores, etc. Se a pessoa não estiver bem firmada na Rocha, que é Cristo, ela não suporta. (Mt 13:21). Essas pessoas são os que edificaram a sua casa sobre a areia, conforme o texto de Mt 7:24-27.
            O terceiro tipo de solo corresponde às pessoas mundanas (Mt 13:22). São aquelas que querem Jesus, mas também querem viver de acordo com o mundo, ou seja, com o sistema maligno que domina a sociedade com seus valores anti-cristãos. Os desejos pecaminosos acabam levando a pessoa para longe de Deus, pois ela não quer abandonar o pecado e Deus foi bem claro quando disse que sem santificação, ou seja, pureza de vida, ninguém verá o Senhor.
          O quarto tipo de solo corresponde aos verdadeiros cristãos (Mt 13:23). São aqueles que ouvem a mensagem de Jesus com prazer e a obedecem, procurando andar todos os dias de uma maneira agradável a Deus. Esses são os que serão salvos e estarão com Deus no Céu eternamente, pois produziram frutos dignos de arrependimento (Jo 15:2).
          Que o Senhor nos ajude a ser o quarto tipo de solo, ou seja, pessoas que ouvem e obedecem seus ensinamentos.

06-09-14

Obs: Mensagem pregada na IESF num culto de doutrina no dia 18/10/12 e na CEM num culto dominical no dia 13/07/14.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

LIÇÕES DO MOMENTO DE DOR

Recentemente eu passei por um período muito difícil, de muita dor e sofrimento. Aconteceram várias coisas que eu não gostaria que tivessem acontecido; mas, agora, olhando para trás, eu vejo o quanto foi bom eu ter passado por essa tempestade. Quero compartilhar com você três lições preciosas que Deus me ensinou por meio desse deserto pelo qual tive que passar. São coisas que talvez você até ache muito fácil de praticar e eu, na teoria, sabia delas e achava que as praticava, mas na prática percebi que não as estava vivenciando na minha vida.
A primeira coisa que Deus me fez entender foi que eu não preciso ser escravo da necessidade de me justificar diante dos outros, ou seja, eu preciso confiar que a minha vida está nas mãos de Deus e que ele cuida de mim, por isso eu não preciso viver preocupado com a minha reputação, com o que os outros estão pensando de mim. Sofri muito recentemente por causa de coisas que escrevi para defender minha reputação, pois isso resultou em muita confusão. Entenda bem, não me arrependo do que escrevi, mas do porquê escrevi. Eu devia ter feito como Jesus que quando maltratado “entregava-se àquele que julga retamente” (1 Pe 2:23). Deus me ensinou que eu só preciso me preocupar em agradá-lo e não em querer que todo mundo tenha um ótimo conceito sobre mim. Jesus foi julgado e injustiçado, mas você não vê em momento nenhum ele se esforçando para convencer os outros de que eles estavam com um conceito errado sobre ele. Deus me ensinou que a justiça dele sempre se manifestará e que não importa o que as pessoas estão pensando de mim, mas sim o que Ele está pensando de mim.
A segunda coisa que Deus me ensinou foi que os seus propósitos na minha vida se cumprirão totalmente, a não ser que eu não queira. E que nenhuma pessoa ou instituição religiosa pode impedir isso. Recentemente fui injustiçado, abandonado e  caluniado pela “igreja” e isso, na época, doeu muito. Fiquei muito triste, como se tudo estivesse acabado pra mim. Nesse ínterim Deus me fez ver que eu estava assim tão desolado porque na prática eu estava achando que Ele estava limitado à “igreja”, que os seus sonhos pra mim não poderiam se cumprir mais. Fiquei muito triste nesse momento por ver o quanto tinha limitado o poder do meu Senhor, me arrependi muito e dali por diante levantei minha cabeça, confiante no amor de Deus, na certeza de que Ele não tinha me abandonado e de que todos os seus propósitos na minha vida se cumpririam cabalmente, isso foi libertador! Como Jó eu pude dizer: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado.” (Jó 42:2).
A terceira coisa que o Senhor me ensinou foi que eu tinha uma visão distorcida a respeito da realidade da vida, com relação a amizade das pessoas. Quando fui injustiçado nenhuma das pessoas que se diziam minhas amigas se levantou para ficar do meu lado, mesmo achando, alguns deles, que o que estava sendo feito comigo era injusto. Eu fiquei muito decepcionado com eles, pois eu esperava que eles se levantassem para me defender, para ficar do meu lado, mesmo que com isso eles fossem punidos juntamente comigo. Deus me fez perceber que eu tinha uma visão muito romântica e holywoodiana da vida. Ele me mostrou que mesmo as pessoas gostando de mim e até sendo minhas amigas, elas são humanas e cheias de defeitos e que por isso eu não posso ter expectativas muito elevadas, pois no geral, no momento em que um amigo sofre os outros tendem a deixá-lo sozinho, isso quando não o traem, pois as pessoas primeiramente pensam em si mesmas, em se preservar, ao invés de ficar ao lado do amigo e sofrer a injustiça junto com ele. Você lembra do que aconteceu com os discípulos de Cristo no momento em que ele foi preso? Todos abandonaram Jesus e Pedro chegou até a negar que conhecia o Senhor. Eu creio que eles amavam Jesus, mas no momento difícil, no momento em que eles tinham que escolher entre ficar do lado de Jesus e correr o risco de sofrer com ele ou fugir para se preservar, eles preferiram se preservar do sofrimento e deixar o amigo só. Há exceções, mas é assim que as pessoas agem na grande maioria das vezes. Eu sofri muito quando fui injustiçado pela “igreja” e foi mais difícil ainda quando as pessoas se omitiram, pois eu esperei muito deles, por isso a frustração foi grande.
Na época eu não percebia, mas agora eu vejo, como o salmista, que foi muito bom eu ter passado por esse momento de provação, pois através dele o Senhor me ensinou muita coisa, Ele escreveu as suas palavras no meu coração, para eu não mais pecar contra Ele. Agradeço a Deus pelo sofrimento que passei, foi uma verdadeira faculdade, cresci muito, muito mais do que cresci nos momentos de bonança. Hoje sou uma pessoa melhor e mais madura, graças a Deus!
18/04/2014

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

FESTIVAL PROMESSAS

                Se engana quem pensa que a globo promove esse festival promessas porque está sendo tocada pelo evangelho. Só um cego pra não ver a verdade sobre essa farsa.
              Alguns, porém, pensam que "os fins justificam os meios". Não importa se o meio de conseguir espaço na mídia é podre e corrupto, importa alcançar as pessoas, não é? Será que Deus concorda com isso? É o mesmo pensamento de quem se vende pra político pra conseguir programas de rádio, terrenos para igrejas. Também é o mesmo que pensam os evangelistas que forjam milagres, inventam falsas curas, tudo pelo bem da evangelização! é por causa disso que a igreja no Brasil é tão superficial. Que Deus tenha misericórdia de nós!
                Eu não sei nem se os cantores pagam ou não para cantarem nesse programa, se pagarem pior ainda. Mas acredito que é podre porque a globo usa os evangélicos para ganhar audiência e não dá espaço para os evangélicos falarem de Jesus abertamente, ou você acha que a globo permitiria que alguém criticasse o espiritismo, ou as imoralidades das novelas, ou dissesse que toda religião que não crê em Jesus como único Salvador é errada? Tudo ali é editado. E quando ao fato de Deus usar o programa ou não para alcançar pessoas, Deus usa até uma jumenta, Deus usa a Universal, a Mundial, e até a católica se ele quiser, mas isso não quer dizer que ele aprova essas igrejas.
              No dia que a globo dê espaço para uma pessoa de Deus chegar lá e pregar o que quiser, na direção do Espírito, eu dou meu braço a torcer e digo que a globo tá começando a mudar e talvez sendo tocada.

16/12/2013

sábado, 26 de outubro de 2013

O ARREBATAMENTO SERÁ ANTES OU DEPOIS DA GRANDE TRIBULAÇÃO?

                   Sabemos com certeza que a igreja será arrebatada para se encontrar com o Senhor nos ares no dia de sua vinda, mas há muito tempo se discute sobre o momento em que acontecerá esse arrebatamento. Existem três correntes teológicas sobre esse assunto: Pré-tribulacionismo, meso-tribulacionismo e pós-tribulacionismo, ou seja uns acham que será antes da grande tribulação descrita no livro de apocalipse, outros acham que será no meio e outros acham que será depois.
             Neste artigo defenderei a posição do pós-tribulacionismo e mostrarei brevemente o porque de eu acreditar que ela está mais de acordo com os ensinamentos bíblicos.
             Atualmente a corrente do pré-tribulacionismo é a mais defendida nas igrejas, praticamente só as igrejas tradicionais discordam dela. Quero primeiramente mostrar porque eu creio que essa visão não está de acordo com a revelação bíblica. Essa corrente de pensamento só surgiu no século 19, até então a igreja era praticamente toda a favor do pós-tribulacionismo. Não há um texto sequer na bíblia que mostre claramente que a vinda de Cristo se dará em 02 fases. A declaração à igreja da Filadélfia que diz que o Senhor livraria aquela igreja da tribulação que estava para vir ao mundo foi específica para aquela igreja e muito provavelmente Jesus não estava se referindo à grande tribulação. A passagem de 1 Ts 4:16-17 não fala de uma vinda secreta, de um arrebatamento que só a igreja ficará sabendo, pelo contrário, vemos ali que há “alarido, voz de arcanjo e trombeta”, não parece algo discreto e silencioso. O arrebatamento não pode ser antes da grande tribulação, pois em 1 Co 15:52 é dito que ele acontecerá quando soar a última trombeta e vemos em Mt 24:31 que ela soará depois da grande tribulação e só então acontecerá o arrebatamento. E também vemos que o texto de Mateus 24, que fala sobre o tempo do fim, se refere à igreja e não ao povo judeu, pois ali Jesus está falando aos discípulos para que eles se preparassem para a grande tribulação.
             Vejamos agora algumas evidências bíblicas que apontam para o fato de que o arrebatamento da igreja será depois da grande tribulação. Em 2 Ts 2:1-10 vemos claramente que Jesus só voltará e então nos reuniremos com ele, depois que o anti-Cristo se manifestar. Os cristãos sempre foram alertados a suportar o sofrimento, por isso não é incoerente o fato deles estarem aqui durante a grande tribulação, mesmo não sofrendo os castigos da maneira como sofrerão os incrédulos, obviamente. A Bíblia mostra claramente que só há um julgamento, chamado de o “dia do Senhor”, de “o dia” (Rm 2:16)., portanto não há ressurreição para julgamento antes da tribulação. A volta de Jesus será inesperada para quem não vigia (1 Ts 5:4) e ela está relacionada ao dia do Senhor, que será no final da grande tribulação (Mt 24:29). Ela será a qualquer momento depois dos sinais terem se cumprido. Compare Lc 17:28-37 com Ap 19:11-21 e veja a relação que há entre o arrebatamento e a derrota do anti-Cristo. A primeira ressurreição acontecerá depois da vinda de Jesus em glória (Ap 20:4-6). Vemos que as bodas do cordeiro ocorrerão no final da grande tribulação (Ap 19:7). Jesus disse que quem perseverar até o fim será salvo. O “fim” é a sua vinda em glória depois da grande tribulação (Mt 24:6). Por fim, precisamos entender que toda a revelação escatológica da Bíblia á para a igreja, o que não faria sentido se a igreja não fosse ficar aqui até o fim da grande tribulação. Leia os textos e reflita sem preconceitos.

24/10/2013

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

EXISTEM PESSOAS PREDESTINADAS A IR PARA O CÉU OU PARA O INFERNO?

             A Bíblia fala sobre predestinação por isso podemos ter certeza de que ela existe, mas como é essa predestinação, é condicional ou incondicional? Será que temos alguma liberdade nessa história?
               Existe uma corrente teológica, conhecida por calvinismo que diz que Deus predestinou quem aceitaria a Cristo, ou seja, que Deus já escolheu desde o início dos tempos quem seria salvo, independente de qualquer escolha ou obra por parte da pessoa salva, é uma predestinação incondicional. Da mesma maneira eles creem que aqueles que Deus não escolheu estão destinados a ir para o inferno, não por escolha própria, mas por não fazerem parte do grupo escolhido por Deus.
                Eu não compartilho desse pensamento, creio na predestinação condicional. Diante de tudo que já li na bíblia não posso ver Deus assim, um ser que escolhe uns para o céu e outros para o inferno sem lhes dar a chance de querer o contrário. A Bíblia diz em 1 Pe 1:2 que Deus predestinou baseado na sua presciência, ou seja, ele predestinou para a salvação aqueles que ele PREVIU que aceitariam a Cristo como o seu Senhor. Deus não tirou a liberdade das pessoas, ele apenas viu antecipadamente quem creria e escolheu essas pessoas para serem o seu povo.
                A Bíblia diz que Deus é amor e que amou o mundo todo (Jo 3:16), logo como um Deus que ama lançaria pessoas no inferno sem nunca lhes dar a chance de aceitarem a salvação conquistada por Cristo na cruz. Até mesmo nós, que somos, maus, não achamos isso justo. Em outros artigos entrarei em mais detalhes a respeito da questão do livre-arbítrio.
                  Vemos, entretanto, que realmente somos escolhidos desde antes da fundação do mundo, como é dito no capítulo 1 de Efésios. Antes de nascermos Deus já sabe o nosso destino, mas isso não é o mesmo que dizer que ele traçou esse destino. Deus sabe o final da história que nós escolhemos viver. É por isso que Jesus falou que tinha muitas ovelhas que não eram do aprisco de Israel e que convinha buscá-las, ele se referia aos gentios que eram escolhidos de Deus, mas que ainda não tinha manifestado suas escolhas por Deus.
                 Pelo fato de os salvos serem escolhidos antes da fundação do mundo podemos ter certeza de que o livro da vida já está escrito há muito tempo. Deus não precisa esperar a pessoa se converter para escrever o nome dela no livro da vida. Da mesma maneira existem pessoas que estão no mundo, vivendo no pecado, mas tem os seus nomes no livro da vida, pois Deus sabe que um dia se voltarão para ele. Também existem pessoas que estão dentro das igrejas e até aceitaram a Cristo, nasceram de novo, tem o Espírito, mas não tem os seus nomes no livro da vida, não são parte dos escolhidos, pois Deus sabe que não perseverarão até o fim.
                Nos próximos artigos sobre o calvinismo falarei mais sobre se Jesus morreu por todos ou não, se temos livre-arbítrio, se podemos perder a salvação, etc.
 
25/10/2013


domingo, 20 de outubro de 2013

TANTAS IGREJAS, TANTOS NOMES, O QUE JESUS ACHA DISSO?

              Hoje em dia existem milhares de denominações evangélicas, com nomes os mais diversos e para todos os gostos, da neopentecostal à tradicional histórica, passando pelas pentecostais radicais, moderadas e liberais. Você já parou se perguntar: O que Jesus acha disso tudo? É a vontade de Deus que seja assim?
                Jesus veio a este mundo para salvar um povo, formar uma família, que é conhecida como Igreja, a sua noiva amada, que Ele virá buscar, formada por todos os santos vivos na face da terra e por aqueles que já morreram em Cristo. Vemos que Jesus formou discípulos, mas não construiu templos. Seu ministério era itinerante, andava por toda a parte pregando, curando e fazendo o bem, eram peregrinos, sem local certo, exercia seu ministério em qualquer lugar, nas sinagogas, nos montes, na beira da praia, no templo, nas casas, no caminho, etc. Jesus nunca nos instruiu a construir templos (não que isso seja errado, apenas não é necessário), fundar igrejas com nomes, criar instituições religiosas baseadas numa hierarquia de poder mundana e cheia de dogmas e tradições humanas, como é hoje em dia, pois o importante para ele (basta ver nos evangelhos) era que houvesse um povo que o amasse e andasse junto, se reunisse para cultuar, servisse a Ele e pregasse o evangelho, o que passar disso é construção humana.
              Paulo também nunca instruiu os discípulos a construir templos e a formar denominações com placas. Ele evangelizou várias cidades, formou discípulos, os instruiu a ficarem juntos e cultuarem a Deus, servindo uns aos outros e pregando o evangelho. Vemos nas cartas dele que não existiam denominações, o que existia eram as igrejas locais conhecidas apenas pelo nome da cidade, por exemplo: Igreja na Galácia, Igreja em Éfeso, etc.
              Então como começou essa onda de igrejas evangélicas com vários nomes? Começou na reforma protestante, quando Calvino, Lutero e outros saíram da igreja católica e a partir daí as igrejas protestantes foram aparecendo e sendo conhecidas por nomes, dependendo da crença dos irmãos que as formavam. Isso foi um grande erro, pois quem disse que isso era necessário? De onde tiraram essa ideia? De Jesus não foi, dos apóstolos também não. Essa ideia surgiu por causa do desejo de mostrar que as suas igrejas eram diferentes e aí cada grupo de irmãos começou a considerar a sua igreja mais correta e quis mostrar isso através de um nome para mostrar a sua diferença e ter uma identidade. Começou então um verdadeiro festival de vaidades, várias “igrejas” querendo mostrar que eram melhores que as outras, que seguiam melhor a Jesus, que estavam mais certas, etc.
             Qual o efeito que isso tem causado no mundo? Infelizmente a sociedade olha para esse monte de igrejas e se escandaliza. E com razão, pois a mensagem que essa quantidade de igrejas passa é a seguinte: “Nós não andamos em unidade”, “A minha igreja é melhor”, “Só aqui há salvação”. Ora por que se cria uma denominação? Porque, mesmo que inconscientemente, aquela denominação acredita que é melhor que as outras, que não podem andar juntos com as que já existem e que para mostrar isso é preciso ter um nome para identificá-la como aquela que é diferente. Sei que muitos seguem essa cultura de ter denominações com nomes porque aprenderam assim, não conhecem outro modo de ser Igreja, não fazem isso por maldade, fazem por ignorância. Mas existem outros que tem o desejo maligno de dizer ao mundo: “Nós somos mais santos”, “A nossa é melhor”, “Aqui é que Deus age”, “Se você não estiver aqui você está por fora do mover de Deus”.
             É errado construir templos? Não. É preciso entender, no entanto, que não é necessário. Se seguirmos o exemplo bíblico veremos que para andar de acordo com a vontade de Deus basta crer em Jesus, se congregar com os irmãos para cultuar e servirem uns aos outros e ao mundo. Isso pode acontecer em casas, em lugares qualquer, que não precisam ser fixos. Embora não seja errado ter um templo para se reunir, a igreja precisa entender que não pode transformar o templo num fim em si mesmo, em algo imprescindível, como se sem ele a igreja não pudesse existir. Não podemos também ficar limitados ao templo, servindo só ali e esquecendo do mundo perdido que precisa ouvir a mensagem de salvação. E quanto aos vários nomes de igrejas? Isso, na minha opinião, pelo que vejo claramente na Bíblia, é futilidade, algo desnecessário. Nossa identidade é Cristo, o que mostra que o seguimos é o seu caráter em nós, não precisamos colocar uma placa num templo para dizer que somos a sua igreja, isso só serve para passar a mensagem de que ali é “melhor” que os outros, que somos diferentes das outras “igrejas”, que somos "melhores”, mesmo que não queiramos passar essa mensagem. Infelizmente vemos que na prática cada igreja se acha mais certa e muitas vezes compete com as outras, é tanto que se alguém quiser participar de uma denominação tem que se moldar a todas as suas “doutrinas e dogmas”, do contrário não terá espaço ali. O que é isso, senão uma prova de que aquela denominação acha que é melhor e que as outras que pensam diferente estão andando de maneira errada. As denominações não conseguem se aceitar, em torno das verdades centrais da Bíblia, mesmo discordando em pontos secundários, irrelevantes, elas são muito intolerantes, tomadas por um sentimento de vaidade que as leva a se colocarem como mediadoras entre Deus e os homens. O ideal seria se não existissem mais denominações, no máximo, apenas locais de cultos sem nomes específicos, com no máximo um símbolo ou um aviso para mostrar que ali se reúne uma parte da Igreja de Jesus.
              Que bom seria se a Igreja se desvencilhasse dessas culturas mundanas, religiosas, que não tem base bíblica e só servem para prejudicar a obra de pregação do evangelho.
20/10/2013

sábado, 19 de outubro de 2013

NÃO QUERO MAIS SER "EVANGÉLICO"

                Um dia fui católico não-praticante e ateu. Depois me converti a Jesus e virei "evangélico". Sinceramente não quero mais esse rótulo. Não quero ser identificado com um grupo onde grande parte blasfema do evangelho, comercializa a fé, explora as pessoas, guia-as para o inferno. Não quero ser tido como participante de um grupo onde muitos falam de um falso Jesus e pregam mentiras em seu nome, distorcendo seus ensinamentos. Cansei. De hoje em diante quero ser simplesmente discípulo de Jesus, e só. Sei que há irmãos nas igrejas evangélicas, mas o sistema religioso evangélico está quase totalmente falido e fadado ao fracasso. A "igreja" tem se tornado uma abominação de sete cabeças cada vez mais cheia do espírito do Anti-cristo e não do espírito de Cristo. Quero viver a simplicidade do evangelho com os meus irmãos, seguindo a Cristo e vivendo seus ensinos sem as distorções malignas feitas pela "igreja".
           Creio que devemos ser "Evangélicos", com E maiúsculo, conforme o que a Escritura ensina, mas ser "evangélico" no sentido de participar de um movimento histórico-institucional que está cada vez mais distante de Cristo, isso eu não quero. Posso até frequentar alguma igreja, não quero deixar de me congregar, queria mesmo encontrar um meio mais informal de se congregar, mas tá difícil. Agora, me identificar como "evangélico", nunca mais, quero ser somente o que Jesus me chamou a ser, seu discípulo. Quero expurgar da minha vida a religião cristã com todas as suas mazelas institucionais. Hoje vejo melhor que nunca e meu amor por Cristo está cada vez maior, graças a Deus!
             É bom que vocês, irmãos evangélicos, se lembrem de que a igreja católica um dia foi a tão falada igreja primitiva, que vemos no livro de atos, mas com o passar do tempo o paganismo foi se infiltrando dentro da igreja e ela se tornou uma aberração religiosa irreconhecível, ao ponto de alguém que se converte a Cristo não aguentar ficar lá dentro. A igreja evangélica está passando pelo mesmo processo, só que num ritmo bem mais acelerado, ela é um barco furado que vai afundar e ninguém pode mudar isso porque ela é um sistema religioso e ninguém muda sistemas, a gente sai deles. Eu quero sair desse barco antes que ele afunde. Vai chegar o tempo em que quem for de Cristo não vai mais suportar ficar no meio evangélico, basta você olhar o que é a igreja evangélica hoje se comparada com a igreja de décadas atrás. Creio que precisamos, não de uma nova reforma, pois não dá para mudar a igreja evangélica, mas sim voltar a seguir a Cristo conforme a simplicidade que vemos nas Escrituras, sem dogmas e práticas humanas, sem legalismos, sem distorções dos ensinos, sem ganância, sem poderes humanos, sem semi-deuses. Creio que nesses últimos tempos Jesus começará algo novo nos moldes bíblicos, mas poucos vão querer isso. Quem viver verá se isso não é verdade!

19/10/2013

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

CONHECENDO JESUS CRISTO

                Jesus é o Salvador do mundo, por isso é fundamental conhecê-lo para que possamos ter a certeza de que ele é digno de ser seguido e para que a nossa fé se fortaleça cada vez mais.
             Primeiramente vemos que Jesus era humano. A Bíblia diz que Ele é o verbo de Deus que se fez carne e habitou entre nós (João 1). Como todo ser humano, Jesus nasceu, foi um bebê, teve uma mãe e viveu uma vida como todos nós vivemos. A Bíblia faz questão de destacar sua humanidade (1 Jo 4:2; 2 Jo 7). Os evangelhos mostram Jesus experimentando limitações humanas, tais como: fome (Mt 4:2), fadiga (Jo 4:6) e tristeza (Jo 11:35,38). Assim como nós, ele foi tentado (Mt 4:1-11). Ele tinha, porém, uma grande diferença em relação a nós: Ele não tinha uma natureza pecaminosa, não havia um traço sequer de maldade nele, por isso ele nunca pecou (2 Co 5:21; Hb 4:14-15).
            Em segundo lugar, a Bíblia mostra que Jesus também era divino, em semelhança total ao Pai e ao Espírito, sendo da mesma essência santa. Assim como o Pai e o Espírito, Jesus é eterno (Is 9:6; Ap 1:17-18). Jesus participa da glória do Céu, glória essa que só é devida a Deus (Jo 17:5; Hb 1:3). Jesus é o criador (Jo 1:3). Ele mesmo declarou ser o próprio Deus (Jo 8:56-58) e a Bíblia diz que ele é o Deus verdadeiro (1 Jo 5:20). Ele também é digno de adoração (Hb 1:6; Ap 5:11-14) e pode perdoar pecados (Mc 2:10).
           Vejamos agora sobre a missão de Jesus. Desde criança ele sabia que tinha uma missão (Lc 2:49). Mas que missão seria essa? Ele mesmo declarou qual era (Lc 19:10; Jo 10:10). Antes mesmo de nascer Jesus já estava separado para ser o Salvador (At 2:23). Ele tinha consciência do que precisava passar para cumprir a sua missão (Mt 20:18-19). Para realizar a vontade do Pai ele teve que deixar a sua glória no Céu e se humilhar (Fp 2:5-9). Para que pudesse nos salvar ele precisou morrer na cruz, pagando assim, ao Pai, o preço do resgate de nossas vidas e nos concedendo a possibilidade de ter os pecados perdoados, bastando para isso crer nele (Ef 5:2; Gl 1:4; 1 Pe 3:18; Hb 10:12).
             Depois de sua morte, Jesus ressuscitou, venceu a morte e hoje está vivo no Céu à direita do Pai, intercedendo por nós (Mc 16:16; Ap 1:17-18). Ele foi novamente glorificado (Jo 17:1; Hb 8:1-2; Hb 10:12-13) e está aguardando a hora de voltar para buscar a sua igreja.
             A vida de Jesus foi curta, mas impactante. Ele revolucionou o mundo e mudou a nossa História. Viveu para servir, morreu para nos salvar, vive e reina para todo o sempre, esperando o momento de restaurar plenamente a comunhão conosco para sermos uma família com ele, cumprindo assim o sonho de Deus para a humanidade.

18/10/2013

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A SITUAÇÃO DA HUMANIDADE CAÍDA

               A questão do pecado tem sido alvo de muitas teorias. Algumas delas negam taxativamente a realidade do pecado. Outras, o tornam inconsequente; algo natural à vida humana. Porém a Bíblia não compartilha dessas infundadas ideias. Ela declara que “todos pecaram e carecem da glória de Deus.” (Rm 3:23).
          Deus criou as pessoas puras, sem pecado (Gn 1:27; Ec 7:29; Rm 5:12), para se relacionarem com ele e adorá-lo (Sl 146:1-2; Jo 4:23-24), porém Adão e Eva foram tentados por Satanás (que foi o primeiro a se rebelar contra Deus) e desobedeceram a Deus, comendo do fruto proibido.
           A principal consequência desse ato de desobediência foi a entrada do pecado no ser humano, nosso ser ficou mal (Gn 1:31; Mt 15:18-20; Rm 5:12-21; 1 Co 15:21-22), pois ele (o pecado) foi passando de geração a geração como uma doença hereditária. Houve outras consequências para a humanidade (Gn 3:14-19), dentre elas está a morte (Gn 2:17). A morte passou a fazer parte da vida das pessoas de três maneiras: 1) A morte física. Nosso corpo não foi feito para morrer, mas agora ele está corrompido, por isso nós, os que cremos no Senhor, receberemos novos corpos, incorruptíveis, na volta de Cristo (1 Co 15:50-53). 2) A morte espiritual. As pessoas sem Cristo estão mortas e escravizadas pelo pecado (Rm 1:24-32; Rm 7:14-23; Ef 2:1-3). Nenhum ser humano sem Jesus desfruta de comunhão com Deus, pois o pecado traz separação (Is 59:1-2; Is 64:5-7). 3) A morte eterna. Aquele que não crê em Jesus sofrerá a morte eterna, que é a separação total e definitiva de Deus, onde a pessoa estará para sempre em trevas, no inferno (Jo 3:36; Rm 6:23). Isso acontecerá se a pessoa morrer fisicamente sem ter colocado sua fé em Cristo.
             O pecado sempre fez parte da História e está se multiplicando sobre a terra, tomando conta da vida das pessoas (Mt 24:3-13; 2 Tm 3:1-9).
             Deus é totalmente santo e o pecado ofende sua santidade. Ele odeia o pecado porque este nos separa dele. O pecado exige um juízo de Deus, uma punição, ele atrai a ira de Deus (Rm 2:5-11).
            O pecado destrói as pessoas separando-as de Deus, por isso precisa ser exterminado, tirado de nós para sermos completamente aceitos por Deus. Isso Deus faz na vida daqueles que creem no Senhor Jesus, o Salvador da humanidade.

17/10/2013

domingo, 13 de outubro de 2013

LIBERTANDO-SE DA RELIGIÃO

            Eu estou muito feliz, louvando a Deus por seu amor, bondade e fidelidade. Estou me sentindo livre como um pássaro, como uma folha levada pelo vento, sendo levado pelo Espírito de Deus, pois o Senhor me fez muito bem, me libertou da religião, abriu meus olhos para os meus erros, me fez ver coisas que não conseguia, me fez ver o quanto Ele é bom e como está cuidando de mim em tudo. 
       Mas há alguns meses eu não estava assim. Estava muito triste, arrasado, quase depressivo, como se o mundo tivesse acabado pra mim. Estava me sentindo frustrado, revoltado, injustiçado e às vezes até com raiva. Tudo isso porque eu fui alvo de uma grande injustiça, calúnia, difamação e desprezo. Fui tratado como se fosse um servo do diabo e quisesse destruir a Igreja, um rebelde que quis se levantar contra o Reino de Deus.
         Tenho a consciência tranquila, pois sei que em nenhum momento menti e só quis que a verdade prevalecesse em tudo o que fiz. Mas Deus me fez ver que eu estava esperando muito da "igreja". Coloquei muita expectativa na religião. Ele me fez ver que fiquei muito triste pelo fato de ter achado que eu, de alguma maneira, dependia da "igreja" para ser "alguém", para fazer a obra de Deus plenamente, então quando tudo me foi tirado fiquei arrasado, como se o Reino de Deus não fosse maior que a "igreja". Achei que minha vocação só se cumpriria na "igreja", que fora dela não poderia servir a Deus plenamente. Esperava me tornar "alguém" na igreja.   
            Eu sempre servi a Deus por amor, preguei por amor, com o desejo sincero de mostrar às pessoas as maravilhas de Deus, nunca menti ou bajulei ninguém para conseguir algum cargo, fui sempre verdadeiro, nunca servi só para querer reconhecimento da "igreja", esperava que naturalmente eu fosse colocado no lugar que Deus queria pra mim, mas infelizmente eu limitei, sem perceber, o Reino de Deus à igreja. Eu esperava "crescer" na "igreja", me tornar "pastor consagrado", como se essas coisas tivessem alguma importância, e achava que os planos de Deus só se cumpririam na "igreja". Como eu estava cego!
           Deus me fez ver claramente que ele cumprirá sua vontade em mim em qualquer lugar e a qualquer hora, que o Reino dele é bem maior que a "igreja", que Ele é quem me governa e homem nenhum impedirá Ele de agir em mim a através de mim, que ele tem planos para mim que se cumprirão no tempo certo, que não importa ser "alguém" na igreja, ser consagrado na "igreja", importa ser vocacionado por Deus e grande diante do Senhor, mesmo que aos olhos dos outros eu seja ninguém.
           Quando vi o quanto limitei o agir de Deus à "igreja" fiquei muito triste e pedi perdão ao Senhor. Depois de perdoado, foi como se um fardo de 01 tonelada saísse dos meus ombros, me senti revigorado e cheio de esperança, com a fé renovada em Deus.
            Ainda não sei como será o futuro, mas sei que será bom, pois Deus está preparando tudo. Não sei se vou congregar em alguma "igreja" ainda, e se for, não sei qual será. Não sei se vou ser ordenado a alguma coisa, mas isso não importa mais, não sei com quem vou congregar e como farei a obra de Deus. Estou à disposição de Deus, esperando sua direção, disposto a pregar o evangelho quando portas se abrirem e vivenciar a realidade de Igreja com os irmãos que eu encontrar no caminho. Sei que Deus está no controle.
             Eu quase sinto vontade de agradecer àqueles que me fizeram tanto mal, pois Deus transformou o mal que me fizeram num grande bem, num grande livramento. Eu só espero e oro para que eles também percebam os seus erros e se arrependam.

13/10/2013