Recentemente
eu passei por um período muito difícil, de muita dor e sofrimento. Aconteceram
várias coisas que eu não gostaria que tivessem acontecido; mas, agora, olhando
para trás, eu vejo o quanto foi bom eu ter passado por essa tempestade. Quero
compartilhar com você três lições preciosas que Deus me ensinou por meio desse
deserto pelo qual tive que passar. São coisas que talvez você até ache muito
fácil de praticar e eu, na teoria, sabia delas e achava que as praticava, mas
na prática percebi que não as estava vivenciando na minha vida.
A
primeira coisa que Deus me fez entender foi que eu não preciso ser escravo da
necessidade de me justificar diante dos outros, ou seja, eu preciso confiar que
a minha vida está nas mãos de Deus e que ele cuida de mim, por isso eu não
preciso viver preocupado com a minha reputação, com o que os outros estão
pensando de mim. Sofri muito recentemente por causa de coisas que escrevi para
defender minha reputação, pois isso resultou em muita confusão. Entenda bem,
não me arrependo do que escrevi, mas do porquê escrevi. Eu devia ter feito como
Jesus que quando maltratado “entregava-se àquele que julga retamente” (1 Pe
2:23). Deus me ensinou que eu só preciso me preocupar em agradá-lo e não em
querer que todo mundo tenha um ótimo conceito sobre mim. Jesus foi julgado e
injustiçado, mas você não vê em momento nenhum ele se esforçando para convencer
os outros de que eles estavam com um conceito errado sobre ele. Deus me ensinou
que a justiça dele sempre se manifestará e que não importa o que as pessoas
estão pensando de mim, mas sim o que Ele está pensando de mim.
A
segunda coisa que Deus me ensinou foi que os seus propósitos na minha vida se
cumprirão totalmente, a não ser que eu não queira. E que nenhuma pessoa ou
instituição religiosa pode impedir isso. Recentemente fui injustiçado, abandonado
e caluniado pela “igreja” e isso, na
época, doeu muito. Fiquei muito triste, como se tudo estivesse acabado pra mim.
Nesse ínterim Deus me fez ver que eu estava assim tão desolado porque na
prática eu estava achando que Ele estava limitado à “igreja”, que os seus
sonhos pra mim não poderiam se cumprir mais. Fiquei muito triste nesse momento
por ver o quanto tinha limitado o poder do meu Senhor, me arrependi muito e
dali por diante levantei minha cabeça, confiante no amor de Deus, na certeza de
que Ele não tinha me abandonado e de que todos os seus propósitos na minha vida
se cumpririam cabalmente, isso foi libertador! Como Jó eu pude dizer: “Bem sei
que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado.” (Jó 42:2).
A
terceira coisa que o Senhor me ensinou foi que eu tinha uma visão distorcida a
respeito da realidade da vida, com relação a amizade das pessoas. Quando fui
injustiçado nenhuma das pessoas que se diziam minhas amigas se levantou para ficar
do meu lado, mesmo achando, alguns deles, que o que estava sendo feito comigo
era injusto. Eu fiquei muito decepcionado com eles, pois eu esperava que eles
se levantassem para me defender, para ficar do meu lado, mesmo que com isso eles
fossem punidos juntamente comigo. Deus me fez perceber que eu tinha uma visão
muito romântica e holywoodiana da vida. Ele me mostrou que mesmo as pessoas
gostando de mim e até sendo minhas amigas, elas são humanas e cheias de
defeitos e que por isso eu não posso ter expectativas muito elevadas, pois no
geral, no momento em que um amigo sofre os outros tendem a deixá-lo sozinho,
isso quando não o traem, pois as pessoas primeiramente pensam em si mesmas, em
se preservar, ao invés de ficar ao lado do amigo e sofrer a injustiça junto com
ele. Você lembra do que aconteceu com os discípulos de Cristo no momento em que
ele foi preso? Todos abandonaram Jesus e Pedro chegou até a negar que conhecia
o Senhor. Eu creio que eles amavam Jesus, mas no momento difícil, no momento em
que eles tinham que escolher entre ficar do lado de Jesus e correr o risco de
sofrer com ele ou fugir para se preservar, eles preferiram se preservar do
sofrimento e deixar o amigo só. Há exceções, mas é assim que as pessoas agem na
grande maioria das vezes. Eu sofri muito quando fui injustiçado pela “igreja” e
foi mais difícil ainda quando as pessoas se omitiram, pois eu esperei muito
deles, por isso a frustração foi grande.
Na
época eu não percebia, mas agora eu vejo, como o salmista, que foi muito bom eu
ter passado por esse momento de provação, pois através dele o Senhor me ensinou
muita coisa, Ele escreveu as suas palavras no meu coração, para eu não mais
pecar contra Ele. Agradeço a Deus pelo sofrimento que passei, foi uma
verdadeira faculdade, cresci muito, muito mais do que cresci nos momentos de
bonança. Hoje sou uma pessoa melhor e mais madura, graças a Deus!
18/04/2014
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