domingo, 20 de outubro de 2013

TANTAS IGREJAS, TANTOS NOMES, O QUE JESUS ACHA DISSO?

              Hoje em dia existem milhares de denominações evangélicas, com nomes os mais diversos e para todos os gostos, da neopentecostal à tradicional histórica, passando pelas pentecostais radicais, moderadas e liberais. Você já parou se perguntar: O que Jesus acha disso tudo? É a vontade de Deus que seja assim?
                Jesus veio a este mundo para salvar um povo, formar uma família, que é conhecida como Igreja, a sua noiva amada, que Ele virá buscar, formada por todos os santos vivos na face da terra e por aqueles que já morreram em Cristo. Vemos que Jesus formou discípulos, mas não construiu templos. Seu ministério era itinerante, andava por toda a parte pregando, curando e fazendo o bem, eram peregrinos, sem local certo, exercia seu ministério em qualquer lugar, nas sinagogas, nos montes, na beira da praia, no templo, nas casas, no caminho, etc. Jesus nunca nos instruiu a construir templos (não que isso seja errado, apenas não é necessário), fundar igrejas com nomes, criar instituições religiosas baseadas numa hierarquia de poder mundana e cheia de dogmas e tradições humanas, como é hoje em dia, pois o importante para ele (basta ver nos evangelhos) era que houvesse um povo que o amasse e andasse junto, se reunisse para cultuar, servisse a Ele e pregasse o evangelho, o que passar disso é construção humana.
              Paulo também nunca instruiu os discípulos a construir templos e a formar denominações com placas. Ele evangelizou várias cidades, formou discípulos, os instruiu a ficarem juntos e cultuarem a Deus, servindo uns aos outros e pregando o evangelho. Vemos nas cartas dele que não existiam denominações, o que existia eram as igrejas locais conhecidas apenas pelo nome da cidade, por exemplo: Igreja na Galácia, Igreja em Éfeso, etc.
              Então como começou essa onda de igrejas evangélicas com vários nomes? Começou na reforma protestante, quando Calvino, Lutero e outros saíram da igreja católica e a partir daí as igrejas protestantes foram aparecendo e sendo conhecidas por nomes, dependendo da crença dos irmãos que as formavam. Isso foi um grande erro, pois quem disse que isso era necessário? De onde tiraram essa ideia? De Jesus não foi, dos apóstolos também não. Essa ideia surgiu por causa do desejo de mostrar que as suas igrejas eram diferentes e aí cada grupo de irmãos começou a considerar a sua igreja mais correta e quis mostrar isso através de um nome para mostrar a sua diferença e ter uma identidade. Começou então um verdadeiro festival de vaidades, várias “igrejas” querendo mostrar que eram melhores que as outras, que seguiam melhor a Jesus, que estavam mais certas, etc.
             Qual o efeito que isso tem causado no mundo? Infelizmente a sociedade olha para esse monte de igrejas e se escandaliza. E com razão, pois a mensagem que essa quantidade de igrejas passa é a seguinte: “Nós não andamos em unidade”, “A minha igreja é melhor”, “Só aqui há salvação”. Ora por que se cria uma denominação? Porque, mesmo que inconscientemente, aquela denominação acredita que é melhor que as outras, que não podem andar juntos com as que já existem e que para mostrar isso é preciso ter um nome para identificá-la como aquela que é diferente. Sei que muitos seguem essa cultura de ter denominações com nomes porque aprenderam assim, não conhecem outro modo de ser Igreja, não fazem isso por maldade, fazem por ignorância. Mas existem outros que tem o desejo maligno de dizer ao mundo: “Nós somos mais santos”, “A nossa é melhor”, “Aqui é que Deus age”, “Se você não estiver aqui você está por fora do mover de Deus”.
             É errado construir templos? Não. É preciso entender, no entanto, que não é necessário. Se seguirmos o exemplo bíblico veremos que para andar de acordo com a vontade de Deus basta crer em Jesus, se congregar com os irmãos para cultuar e servirem uns aos outros e ao mundo. Isso pode acontecer em casas, em lugares qualquer, que não precisam ser fixos. Embora não seja errado ter um templo para se reunir, a igreja precisa entender que não pode transformar o templo num fim em si mesmo, em algo imprescindível, como se sem ele a igreja não pudesse existir. Não podemos também ficar limitados ao templo, servindo só ali e esquecendo do mundo perdido que precisa ouvir a mensagem de salvação. E quanto aos vários nomes de igrejas? Isso, na minha opinião, pelo que vejo claramente na Bíblia, é futilidade, algo desnecessário. Nossa identidade é Cristo, o que mostra que o seguimos é o seu caráter em nós, não precisamos colocar uma placa num templo para dizer que somos a sua igreja, isso só serve para passar a mensagem de que ali é “melhor” que os outros, que somos diferentes das outras “igrejas”, que somos "melhores”, mesmo que não queiramos passar essa mensagem. Infelizmente vemos que na prática cada igreja se acha mais certa e muitas vezes compete com as outras, é tanto que se alguém quiser participar de uma denominação tem que se moldar a todas as suas “doutrinas e dogmas”, do contrário não terá espaço ali. O que é isso, senão uma prova de que aquela denominação acha que é melhor e que as outras que pensam diferente estão andando de maneira errada. As denominações não conseguem se aceitar, em torno das verdades centrais da Bíblia, mesmo discordando em pontos secundários, irrelevantes, elas são muito intolerantes, tomadas por um sentimento de vaidade que as leva a se colocarem como mediadoras entre Deus e os homens. O ideal seria se não existissem mais denominações, no máximo, apenas locais de cultos sem nomes específicos, com no máximo um símbolo ou um aviso para mostrar que ali se reúne uma parte da Igreja de Jesus.
              Que bom seria se a Igreja se desvencilhasse dessas culturas mundanas, religiosas, que não tem base bíblica e só servem para prejudicar a obra de pregação do evangelho.
20/10/2013

2 comentários:

  1. Pobre dayana kelly . que comentário pobre de conhecimento da verdade. " É NA IGREJA QUE ENCONTRAMOS FORÇA PARA CONTINUAR NA PRESENÇA DE DEUS " .
    É EM JESUS QUE ENCONTRAMOS FORÇA E NÃO EM HOMENS.
    LEIA JOAO 14:16-21
    -- VouE eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;
    17 O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.
    18 Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.
    19 Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis.
    20 Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós.
    21 Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. corrigir seu comentário.

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