Por toda a História a morte tem sido temida como um inimigo cruel e implacável, que não respeita classe social, sexo, poder aquisitivo ou idade. Todos, em determinado momento, vão ter que encará-la, a não ser que seja discípulo de Jesus e esteja vivo quando Ele voltar para buscar o Seu povo.
A medicina tem tentado de tudo para adiá-la. Quase todos evitam falar dela e naturalmente as pessoas tem desejo de evitá-la para prolongar a vida. É importante entender que Deus não nos fez para morrer, por isso sofremos muito com a morte e não a aceitamos com naturalidade.
No início da criação a morte não existia, mas era necessário obedecer a Deus para continuar sendo assim. Infelizmente Adão e Eva preferiram desobedecer e se separar de Deus do que viver em obediência (Gn 2:15-17). Por causa dessa desobediência eles passaram a experimentar a morte em todos os sentidos: físico, espiritual e eterno, e consequentemente toda a raça humana que veio a partir deles também morreu (Rm 5:12).
A morte do corpo vem para todos, mas para o descrente ela é o acontecimento triste que sela a sua condenação eterna (Hb 9:27). Embora saibamos que Deus não tem prazer na morte daquele que não acredita nele (Ez 33:11a).
O descrente também enfrenta outro tipo de morte, a espiritual. Isso quer dizer que ele não tem comunhão nenhuma com Deus, está totalmente separado e abandonado, por escolha própria, por estar rejeitando a Cristo (Ef 2:1-3).
O descrente também sofrerá o pior tipo de morte que existe, a morte eterna (Ap 20:11-15). Essa morte acontecerá quando ele for lançado no inferno, um lugar de fogo e trevas, de choro e ranger de dentes, de destruição e de tormento.
É importante saber que Deus não quer essa situação para ninguém. Por isso Ele mandou Seu Filho Jesus ao mundo, como homem, para morrer em nosso lugar e nos livrar da morte, essa foi a Sua missão aqui (Jo 3:16; Jo 10:17-18).
Como todos sabemos Ele realmente morreu. Isso causou três grandes reações: Os discípulos se entristeceram muito, pensando que o sonho tinha terminado (Lc 24:21), os demônios se alegraram pensando que tinham vencido Jesus e Deus teve um misto de tristeza, por ver Seu Filho sofrer tanto, e de alegria, por saber que ali Jesus estava cumprindo o plano de salvação da humanidade, triunfando sobre a morte.
Ali na cruz Jesus venceu a morte, sua ressurreição foi apenas uma confirmação da vitória, foi o momento em que Ele demonstrou para todos a vitória que já tinha conquistado na cruz (Cl 2:15). Na cruz Jesus retirou o aguilhão(ferrão) da morte, que é o pecado. Com isso a morte e o diabo perderam a arma que usavam para destruir as pessoas (1 Co 15:54-57; Hb 2:14), pois a partir daquele momento todos que cressem em Cristo seriam libertos do poder da morte e do diabo.
É por isso que aqueles que crêem em Cristo têm uma relação bem diferente com a morte. Nós ainda morremos fisicamente, mas para nós a morte do corpo marca o início da nossa vida com Deus no Paraíso. Isso traz um grande consolo (2 Co 5:8). É por isso que a Bíblia diz que a morte dos santos é preciosa para Deus (Sl 116:15).
Nós não estamos mais mortos espiritualmente (Ef 2:1). E por fim, nós não sofremos a morte eterna, muito pelo contrário, desde já nós desfrutamos da vida eterna, porque cremos no Senhor Jesus (Jo 5:24; Jo 11:25-26).
No dia do arrebatamento o poder da morte sobre os crentes será totalmente destruído, em todos os sentidos. Poderemos dar o grito de vitória final! Aleluia! O grito de 1 Co 15:55.
13/03/13
OBS: Mensagem pregada num culto de domingo na ICG do NM no dia 15/03/09, num culto de domingo na ICG do PV no dia 25/10/09 e num culto de domingo na IESF do J3 no dia 24/10/10
Nenhum comentário:
Postar um comentário